sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Os últimos anos da monarquia


Desde a formação da nacionalidade que Portugal foi governado por reis. A essa forma de governo chama-se monarquia. No entanto, nos finais do século XIX, havia muitas pessoas que achavam que a monarquia não era a melhor forma de governar um país: o rei reinava a vida toda, fosse bom ou mau. A população não tinha o direito de escolher o seu rei, pois quando este morria, era o filho mais velho, o príncipe, que tomava o seu lugar.

Começou então a surgir a ideia que a república, à semelhança do que já tinha acontecido noutros países, talvez fosse a melhor solução. As repúblicas têm dirigentes eleitos por períodos de tempo mais curtos e o controlo do poder parecia mais eficaz.
Por tudo isto, grupos de cidadãos portugueses, partidários de um sistema de governo republicano, foram-se revoltando e acabaram por conseguir terminar com a monarquia e implantar a República, como vinha acontecendo noutros países da Europa.
Em 1908, quando regressava de Vila Viçosa, o então rei de Portugal, D. Carlos, foi assassinado, juntamente com o seu filho mais velho, o princípe Luís Filipe, herdeiro do trono.  O princípe D. Manuel foi então obrigado a assumir o poder, embora não tivesse nem experiência, nem preparação.

Os anos que se seguiram foram complicados e os defensores da República aproveitaram-nos para conquistar mais apoiantes e preparar o golpe que mudaria o regime político português para sempre.

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